domingo, 14 de agosto de 2011

Once upon a Caio F time.....

"O essencial sempre ficará no fundo, esmagado pela superficialidade." [Caio Fernando Abreu]


Me lembro como era bom amar Caio F. E quantas vezes eu escrevi que todos deveriam amá-lo. Agora, me arrependo um tanto do que eu disse. Caio virou literatura Fast-food, virou comer com culpa, comidinha rápida do twitter e aplicativo do Facebook. Uma popularidade falsa, de peso morto, dispensável e "ir-remediável". Todos conhecem, poucos entendem. And that's a pity...

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Pequena expressão de saudade silenciosa:

Quando eu disfarço "você me faz falta" te ignorando...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Apple Martini

... E mesmo desse jeito a gente aceita.
Aceita que alguém chegue, por puro acidente, e invada a nossa vida. E nos sufoque o silêncio, depois de questionar nossa moral. Que chegue e nos arranque o direito de decorar nosso rosto, nomear nossas pintas e nos beijar os olhos e as pontas dos dedos - E nessa brincadeira, acaba descobrindo a maneira mais eficaz de nos tirar do sério. E tira! Mas a gente aceita. Aceita e permite que alguém venha pra deixar nossa cama menor e puxar nosso edredom. Alguém que chega, e se instala. E se parte, deixa um vazio imenso. Porque dói deixar ir embora. Mas a gente sabe que por ventura dói, e mesmo assim a gente quer. Porque amores começam e acabam, então a gente aceita. Ainda que cheios de marcas. Porque o corpo aprende antes do que a mente que o significado do amor está localizado naquele pedaço do pescoço onde o cheiro não é igual a mais nada no mundo. O corpo sabe, e te ensina a estar sempre próximo. Cada vez mais junto, deixando sobrar apenas um espaço entre dois corpos onde caiba uma verdade absoluta. Isso basta. E exatamente por isso, a gente acaba aceitando que alguém chegue, invada nosso espaço e vire, acidentalmente, o grande amor da nossa vida.

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P.S.: Um dia dos namorados recheado de açucar e de afeto pra todos os casais. (:

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Lar é onde o coração está...


Santa Lúcia me acalma. Santa Lúcia caos me acalma. Santa Lúcia foi o começo de muita coisa pra mim. O começo de muita vida, de idas e vindas, de milhares de textos e de grandes descobertas.
Santa Lúcia me dá, todo dia, estranhos que não me pertencem e famílias centenárias, que estão aqui antes mesmo de Santa Lúcia existir. Eu mesma, estou aqui há muito (do meu) tempo. Misturada entre meus vizinhos solitários e as putas e loucos do bairro. Cresci por aqui, observando a diferença gritante da minha ponta da Av. Rio Branco com a ponta de lá da Praia do Canto. Do lado de cá, ainda tem carroça na rua, botecos de esquina, poucos prédios altos e uma vista (quase) linda de morros e casinhas de madeira, que me despertam sensações etéreas e eternas.Sou apegada a essas coisas, porque foram elas que me criaram, junto com as paredes que me cercam e o cheiro do meu quarto. Então não estranhem se um dia eu afirmar, sem dúvida alguma, que o umbigo do mundo é a minha rua.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Aftas

Acordei com refluxo e aftas. Minha mãe diz que isso é culpa da ansiedade. Eu diria que tem um pouquinho de raiva misturada nisso. Porque a raiva sempre estoura na minha boca e no meu estomago. Ficar esse tempo parada tá me abalando. Ai eu entendo porque ando teorizando a pressa e a espera. Porque a prática está me enlouquecendo! Estou começando a ficar cansada, fico 24h me cobrando e repetindo pra mim mesma "preciso fazer alguma coisa". Não gosto quando me sobra tempo. Funciono no muito, no que transborda, ficar parada muito tempo me deixa inquieta, ansiosa. E eu somatizo ansiedade, me dá aftas. Por isso tenho postado mais textos por aqui, me sobram tempo e imaginação demais. Mas a minha mãe vive repetindo, que isso é culpa da ansiedade, das aftas, do refluxo, e que eu devia "jogar o blog fora" e comprar um diário. Talvez um dia eu faça isso. Por enquanto, continuo insistindo. E pensando em voltar pra academia.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Substantivo feminino (de esperar)

"Tenha um objetivo e, mais cedo ou mais tarde, você acabará no divã de um psicanalista. Minha visão é a de uma vida sem objetivos. Essa é a visão de todos os budas. Tudo simplesmente é, por nenhuma razão em absoluto. Tudo é simplesmente um completo absurdo. Se isso for entendido, então qual é a pressa? E pressa pra quê?"  [Osho]


Andei refletindo sobre isso, e acho que só os monges e os sábios aprendem a esperar com graça.

O resto do mundo tá sempre inquieto, querendo interromper o fluxo dos acontecimentos. Estamos imediatistas, tudo tem de ser para ontem e com muita motivação. Afinal, tempo é dinheiro, certo?! Mas estamos com pressa de que? E será que estamos mesmo com pressa, ou simplesmente perdemos a capacidade de esperar? Esperar nos lembra que não estamos no comando. Que não temos controle sobre tudo. E parece que ninguém tá afim de entrar no trem fantasma sem poder fechar os olhos! Vivemos em uma sociedade onde o instantâneo e a busca da felicidade imediata são valores predominantes. E no meio disso, acabamos ficando escravos das nossas vontades, ansiosos e impacientes. O que pra mim, parece ser um indicador, não de limites inerentes ao ser humano, mas da nossa aparente insuficiência de ter esperança.

Não tinha certeza, mas imaginei que espera e esperança de alguma forma se fundissem etimologicamente. O Michaelis confirmou - "Esperança: Substantivo feminino (de esperar)". E ai, a linguagem nos mostra, mais uma vez, que ela sempre encerra em si informações muito mais profundas do que pensamos saber - ou prestamos atenção! A esperança morre, justamente, quando deixamos de esperar em função de uma presunção. Em latim: praesumptio, que significa “tomar antes”, “antecipar”. Antecipamos o desfecho da situação de acordo com nosso grau de desespero, e ai, perdemos a esperança e com ela a capacidade de esperar que as coisas realmente se concluam. Agora, Tudo que fazemos, é porque escolhemos fazer, ainda que inconscientemente. E que bom! Afinal a escolha é nossa base sólida, já que se trata de uma das poucas coisas que ainda temos controle: nossas decisões. Com a espera(nça), então, não é diferente. Você tem que escolher esperar. Escolher sair do mode on e entrar em standby. E, quem sabe, aceitar que você não se move no tempo, e, sim, o tempo que te move.

Maaaaas, como diria a mãe loira do funk, “Quer ficar com a perna grossa? Tem que ter disposição!” (rsrs)

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P.S.: Mais um texto hoje. Acho que ligaram as turbinas aqui dentro. De madrugada eu crio, de dia eu reflito. Gosto disso!
P.S.2: Textinho #autoajudafeelings bagaraleo mas tá tudo certo....

"There was no in between for Cass." [Bukowski]


Quando isso aconteceu já tudo estava perdido.
Ana sabia.
E por isso entrou no primeiro trem e se foi.
Ninguém sabe pra onde.
Na carteira de Álvaro, uma foto dela ficou guardada.
Às vezes ele parava pra olhá-la.
"Mulher bonita assim o diabo respeita."
Álvaro também.
Sabia então, que onde quer que ela estivesse, estaria bem.
E que, talvez, nem tudo estivesse perdido.
Mas estava.